quarta-feira, 12 de junho de 2013

Dilemas e incertezas da Globalização


         O mundo está conseguindo alcançar um grande avanço científico e tecnológico. Temos um processo de globalização que gira em torno do avanço das multinacionais, do poder das comunicações e da Revolução Técnico - Científica que gira em torno do extraordinário desenvolvimento da robótica, da informática e da biotecnologia.

          A Globalização é um dos fenômenos mais decantados pelas sociedades contemporâneas: ter página na Internet, ligar-se simultaneamente com vários países, interagir com pessoas do mundo inteiro é sinônimo de ser moderno, avançado e, na verdadeira acepção da palavra ser global.
         Mas a globalização não é um produto sem erros de fabricação. Aí estão as lacunas que separam em distâncias longas os ricos dos pobres e as nações desenvolvidas das mais atrasadas que estão aí a solicitar empréstimos e ajuda humanitária. Um outro defeito do produto global é o desemprego estrutural que é crescente mesmo com o desempenho favorável de algumas economias. Postos de trabalho são eliminados e muitos indivíduos são jogados ao terror da falta de emprego e de políticas que poderiam criar alternativas ao trabalho dos cidadãos.
Dentro do processo de globalização o desemprego não é privilégio apenas das nações pobres, pois se alastra em todos os países do globo e desafia a todos os defensores do mundo globalizado que não tem a fórmula correta para combater tal anomalia.
     No produto global a concretização do neoliberalismo que provocou a venda de estatais a preço de banana e trouxe para a população serviços ineficazes que só pensam no lucro imediato. Além de tudo isso verbas públicas são cortadas, ganhos históricos dos trabalhadores são usurpados, tudo em nome de uma política de encolhimento do Estado. Este mecanismo mal - sucedido nos EUA e na Inglaterra agora se consolida vorazmente nos países da América Latina e revela uma atitude de desrespeito ao social em nome do econômico.
     Outro fato a se lamentar no mundo global é o aprofundamento da dependência instalado nos países que se vêem às tontas diante de qualquer efeito de crise no mundo capitalista que provoca problemas generalizados através do efeito dominó. A Integração das Economias vai se tornando uma integração de crises.
O mundo global deve ser questionado por aqueles que propugnam por uma sociedade justa e igualitária. É preciso que a sociedade levante os braços e se conscientize de seu papel diante de uma economia que se globaliza, mas instala a pobreza e a fome para a grande maioria da população. Tal processo resulta da atitude descompromissada de governantes ligados à globalização, mas com total falta de compromisso com as demandas sociais de seus países.
     É preciso salientar que mesmo com todo o poder da mídia e avanço das comunicações, ainda existem grupos culturais que resistem ao processo de globalização, através da manutenção de costumes, religiões e da luta por autonomia. Essas resistências na maioria dos casos são sufocadas de forma violenta pelos detentores do poder político e econômico.
     No mundo globalizado outro elemento de vital importância é a Revolução Técnico - Científica que tem modernizado as nações e tem exigido a qualificação dos trabalhadores. Diante desta realidade um questionamento passa a surgir:
         QUAL O FUTURO DOS PAÍSES ONDE O ANALFABETISMO É CRESCENTE E GRITANTE? ONDE DEMANDAS SOCIAIS BÁSICAS SÃO NEGADAS À POPULAÇÃO? ONDE GOVERNANTES USAM DO PODER PARA PERPETUAR A CORRUPÇÃO, O NEPOTISMO E O INTERESSE DE UMA MINORIA PRIVILEGIADA?
     Como se vê a realidade do processo de globalização não é algo acabado que devemos assimilar sem questionar, pelo contrário é um processo que exige análise crítica e compromissada de todos aqueles que com ela convivem.
A globalização tem sido questionada pelos grupos representativos da sociedade civil. Várias manifestações contra esta onda que vem se alastrando e provocando vários estragos tem acontecido atualmente, pois sabemos que vários questionamentos têm surgido neste processo que não tem poupado as nações pobres nem tem melhorado o padrão de vida das nações como um todo.
     A guerra de interesses das nações ricas não cessa e tenta utilizar discursos como caça a terroristas e ditaduras como justificativa de impor seu poder em nome da paz. O tempo e a verdade provam que tais discursos são apenas alegativas vãs que encobrem o verdadeiro sentido de um processo de ingerência da morte em nome do poder econômico do sistema imposto pela proposta monopolar.
     Os valores preconizados pela globalização devem ser questionados e o processo de sua implementação deve sempre passar por uma investigação crítica da sociedade em nome da dignidade e da solidariedade plena entre os povos, pois um mundo novo é possível sem imposições de poder, nem ingerências a serviço da desigualdade e da dependência. Afinal de que vale poder e capital sem amor, dignidade, verdade e justiça?

SOUZA, Francisco Djacyr Silva de. Dilemas e incertezas da globalização. Disponívrl em:
<http://www.pucrs.br/mj/artigo-17.php> . Acesso em  12 de junho de 2013.

Professor da Faculdade Integrada do Ceará, Fortaleza, CE.


Exercícios
1º)  Segundo o texto, atualmente, quais são  os elementos  que  promovem a globalização?
2º) explique a seguinte afirmativa presente no texto: “A Globalização é um dos fenômenos mais decantados pelas sociedades contemporâneas”.
3º)  No  texto o autor  cita o neoliberalismo  como  um produto  da globalização. Defina os principais problemas criados pelo neoliberalismo?
4º) O Autor  menciona que a globalização  deve ser questionada. Que argumentos são utilizados para questionar a globalização?
5º) A palavra  “DILEMA” presente  no  título  do texto  poder  ser definida como: situação difícil, na qual é preciso escolher entre duas alternativas contraditórias ou antagônicas ou insatisfatória. Levando em conta a definição acima citada apresente o principal dilema da globalização.

6º)  por que, segundo  o texto, a globalização  não e  algo acabado  que  devemos assimilar sem reclamar?   

domingo, 26 de maio de 2013

PERFIL PSICOLÓGICO DOS MOLESTADORES SEXUAIS


             Neste grupo de população prisional estão inseridos os internos  condenados  ou respondendo por  estupro (213 CP), atentado  violento ao pudor (214 CP), corrupção de menores (218 CP), tráfico internacional de  pessoa ( 231 CP), tráfico interno de pessoas  ( 231-A , CP). Este grupo representava, em números aproximados, 5% da população carcerária do Acre.  
             Dentro deste grupo 76% são condenados ou respondem pelo crime de estupro, 19% pelo crime de atentado violento ao pudor e 5%, aproximadamente, por corrupção de menores.
               Por apresentar o percentual mais elevado no grupo dos crimes contra os  costumes,   delinearemos, com  base  em   dados  bibliográficos, o perfil psicológico  do  abusador  sexual.  Neste aspecto, o primeiro mito a ser quebrado é  o de que existe um perfil físico ou comportamental expresso que permite identificar o abusador sexual.  Neste quesito autoridades policiais principalmente as que trabalham em delegacias especializadas, afirmam que o abusador pode ser uma pessoa rude ou educada, de posse financeira ou sem, em fim não é possível traçar  um perfil físico ou social do  abusador  sexual.
             Outro dado preocupante sobre este tipo de crime e que os abusadores sexuais, na maioria dos casos, são pessoas próximas a vitima: pais, padastros, tios, primos, “amigos” da família da vítima.   Além desta característica, a grande maioria das vítimas são crianças e adolescentes.
            Ao contrário do que imagina, os crimes sexuais não são praticados por impulso, um desejo incontrolável do autor, são, na sua grande maioria, meticulosamente planejados podendo demorar meses para alcançar a execução.
              No que se refere aos molestadores sexuais de crianças é  muito comum, principalmente em matérias jornalísticas, estes serem classificados como pedófilos. Entretanto, de acordo com cartilha elaborada pelo Programa Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, a pedofilia tem como característica ser:



(...) um transtorno de personalidade caracterizado pelo desejo sexual por crianças pré-púberes, geralmente abaixo de 13 anos. Para que uma pessoa seja considerada pedófila, é preciso que exista um diagnóstico de um psiquiatra. Muitos casos de abuso e exploração sexual são cometidos por pessoas que não são acometidas por esse transtorno. O que caracteriza o crime não é a pedofilia, mas o ato de abusar ou explorar sexualmente uma criança ou um adolescente.


            Um grande número de pesquisadores, contrariando o senso comum, afirmam que, muitos casos de abuso sexuais contra crianças não são cometidos por pedófilos, afirmam se tratar de transtorno parafílico caracterizado por comportamentos sexuais que se desviam do que é geralmente aceito pelas convenções sociais, podendo englobar comportamentos muito diferentes e com diferentes graus de aceitabilidade social.
        Pesquisadores do núcleo de Psiquiatria e Psicologia Forense (Nufor) do  Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP)  afirmam  ser  consenso  que
 Os portadores de pedofilia podem manter seus desejos em segredo durante toda a vida sem nunca compartilhá-los ou torná-los atos reais; pode casar-se com mulheres que já tenham filhos ou atuar em profissões que os mantenham com fácil acesso a crianças, mas raramente causam algum mal.

 Portanto, o traço distintivo do pedófilo comum para o pedófilo molestador é a passagem da fantasia para o real fato que acontece geralmente quando estes são submetidos a situações com elevado nível de estresse que provoquem grande pressão psíquica.
A observação do modus openrandi dos pedófilos permitem a classificação destes em dois grandes grupos: abusadores, mais discretos geralmente se utilizam de carícias, levando, em muitos casos, à vítima a acreditar que não sofreu abuso sexual; molestadores são mais invasivos e diretos e, na maioria das vezes, consumam o ato sexual contra a criança.
Outro aspecto psicológico muito comum em pedófilos é a psicopatia. Esta, quando presente, faz diminuir a afetividade e empatia o que provoca um maior grau de violência. O pedófilo com psicopatia pode provocar atos extremos de violência como, sadismo e brutalidades.
 No geral, os molestadores sexuais dificilmente modificam seus comportamentos sexuais, psicológicos e culturais. O modus operandi é repetitivo, mas tende a ser tornar maleável e dinâmico à medida que o infrator ganha experiência. O aspecto fantasioso leva-o a formulação de um ritual, caracterizado por comportamento que excede o necessário para a execução do crime sendo este abastecido pela fantasia erótica.
O estudo do perfil psicológico do abusador sexual no Brasil ainda é incipiente e os trabalhos científicos nesta área buscam base literária em obras internacionais. No entanto, os trabalhos existentes corroboram a necessidade de se traçar o perfil psicológico e social do agressor com vistas a produzir subsídios às políticas prisionais que visem o correto encaminhamento e tratamento, quando necessário, de indivíduos apenados por este tipo de delito.
Ademais, o avanço de estudos nesta área aliado a disseminação de informações à população, provavelmente, fará diminuir os números de casos de abusos sexuais, principalmente contra crianças, que permanecem distantes dos olhos do judiciário.

REFERÊNCIAS

BRASIL, Ministério da Justiça, 2012 – Sistema integrado de informações penitenciarias – INFOPEN. Disponível em: <http://portal.mj.gov.br/main.asp? View=%7BD574E9CE-3C7D-437A-A5B6-22166AD2E896%7D&Team=&params=it e mID=%7BC37B2AE9-4C68-4006-8B1624D28407509C%7D;&UIPartUID=%7B28 68 BA3C-1C72-4347-BE11 -A26F70F4CB26%7D >. Acesso em: 21 mai. 2013.

BRASIL, PROGRAMA NACIONAL DE ENFRENTAMENTO DA VIOLÊNCIA SEXUAL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES. Campanha de Prevenção À Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes – Cartilha Educativa.Disponível  em: <http://portal.mj.gov.br/sedh/spdca/T/cartilha_cartilha_educativa_SEDH_1512.pdf.>. Acesso em 23 de maio de 2013.

SERAFIM, Antonio de Pádua, et al. Perfil psicológico e comportamental de agressores sexuais de crianças. Extraído de: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-60832009000300004>. acesso em 20 de maio de 2013.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia? São Paulo: Brasiliense, 2001.




                                                                                         Edmar Alves da Cruz ¹

           
Marilena Chauí possui graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1965) Com especialização em Licenciatura pela Universidade de São Paulo (1965), mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1967) e doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo (1971). Atualmente é professor titular da Universidade de São Paulo. Tem experiência na área de Filosofia, com ênfase em História da Filosofia. Atuando principalmente nos seguintes temas: Imanência, liberdade, Necessidade, Servidão, Beatitude e Paixão. ²
   Na obra o que é ideologia, Marilena Chauí procura demonstrar a construção histórica e as leituras e releituras do conceito de ideologia no transcorrer da história.
 O ponto de partida é a antiguidade clássica e a teoria das quatro causas de Aristóteles.  Para Aristóteles todas as coisas estão em movimento, no sentido de mudança, em seus diversos aspectos: qualitativo, quantitativo, corrupção, locomoção.
 Na idade Média a teoria aristotélica das quatro causas é reinterpretada surgindo à causa material, causa formal, causa motriz e causa final. Um aspecto importante desta teoria tanto na idade média quanto na antiguidade clássica é a hierarquia estabelecida entre as causas.  A mais importante é a final e a menos importante e a motriz (responsável pela transformação da matéria).  Esta hierarquização, se levarmos em conta que tanto a sociedade grega quanto a medieval fundavam-se no trabalho de homens não livres, escravos e servos, respectivamente, demonstra o aspecto ideológico desta teoria.  
             Na idade moderna e com o advento do sistema capitalista a teoria das quatro causas é reduzida a apenas duas: a eficiente ou motriz e a final. Neste momento histórico, emergem o homem como síntese entre a “máquina” natural e uma vontade livre que age em função de fins livremente escolhidos.  “Neste contexto surgem dois atores de produção histórica o burguês e o trabalhador assalariado ambos, de acordo com o pensamento ideológico, livre”.
                Para Chauí, o positivismo de Augusto Conte dá a  ideologia dois  significados: atividade filosófica científica que estuda a formação das ideias a partir da observação das relações entre o corpo humano e o meio ambiente, tomando como ponto de partida as sensações; conjunto de ideias de uma época, tanto como “opinião geral” quanto no sentido de elaboração teórica dos pensadores dessa época. 
             Assim, para o positivismo o espírito humano possui três etapas de desenvolvimento: o Fetichista ou teológico, metafísico e científico.   Na ideia de progresso pregada pelo positivismo à sociedade deve ser guiada por teorias, estas devem submeter à prática a suas leis. Portanto, a política seria um exercício dos sábios e sua aplicação uma tarefa dos técnicos.   Mais uma vez emerge a ideologia.
             Para expor o conceito materialista dialético de ideologia, a autora descreve a “gênese” do pensamento marxista a partir da síntese da dialética idealista de Hegel.  Para Marx, Hegel revoluciona a história, pois considera que: A cultura é o real e o real não tem história é a própria história.  O Motor da história é a contradição (negação interna); O conhecimento da realidade exige que diferenciemos o modo como uma realidade aparece e o modo como é concretamente produzida. 
             Entre as ideias hegelianas conservadas por Marx em seu materialismo dialético destaca-se a de que a realidade é histórica e que por isso é reflexionante, ou seja, realiza a reflexão. Não obstante, Marx vai além afirma que a contradição (motor da história) não se dá no plano das ideias, espiritual, mas entre homens reais em condições históricas determinadas: a luta de classes.
             Outro conceito importante resgatado pelo pensamento Marxista e importante para o entendimento do conceito de ideologia e o de alienação entendida como a projeção da essência humana num ser superior, estranho e separado dos homens, um poder que os domina e governa porque não reconhecem que foi criado por eles próprios.  Indo além, tem-se o fetichismo onde as coisas existem em si e por sí (fetichismo mercadológico) e a reificação no qual os seres humanos são transformados em coisas.
              Nas palavras de Chauí, Alienação, fetiche e reificação são elementos que vivificam a ideologia, pois as atividades humanas começam a se realizar como se fossem autônomas ou independentes dos homens e passam a dirigir e comandar a vida dos homens, sem que estes possam controlá-las. São ameaçados e perseguidos por elas.
              Da tríade alienação fetiche e reificação nasce à ideologia propriamente dita significando o sistema ordenado de ideias ou representações e das normas e regras como algo separado e independente das condições materiais, visto que seus produtores – os teóricos, os ideólogos, os intelectuais – não estão diretamente vinculados à produção material das condições de existência.
            Desta forma, a ideologia é o instrumento ideal de dominação social.  No entanto, esta dominação deve ser dissimulada.  Para essa dissimulação é que aparece a figura do Estado sendo este, no aspecto ideológico de Hegel, a síntese do interesse geral, porém, Marx o coloca como a forma pela qual os interesses da parte mais forte e poderosa da sociedade (a classe dos proprietários) ganham a aparência de interesses de toda a sociedade. Em sua dissimulação é imprescindível ao Estado o direito, é ele que dará, através das leis, o caráter de impessoalidade e de anônimilidade ao Estado ideológico. 
 Outro viés da ideologia levantada pela autora é o da forma como as ideias da classe dominante se tornam ideias de toda a sociedade.    Neste processo, embora a sociedade esteja dividida em classe, algo imperceptível para a maioria dos membros da classe dominada, são consideradas validas, verdadeiras e racionais apenas as ideias da classe dominante.  Para dar legitimidade a este processo a divisão de classe é negada pela classe dominante, através de uma igualdade formal que dificilmente se materializa.
 Não obstante, para que as ideias da classe dominante irradiem em meio à classe dominada é fundamental os mecanismos de distribuição destas ideias, para isto são usados à religião, educação, costumes e meios de comunicação disponíveis, sendo este um dos mais eficientes.
 Após fundar o conceito de ideologia perpassando pelos diversos momentos históricos de aplicação e reconstrução deste conceito no transcorrer da história a obra solidifica em base materialista os principais fundamentos do fenômeno da ideologia na contemporaneidade.
Assim, a ideologia tem alicerces na divisão do trabalho (trabalho manual /intelectual) transparecendo autonomia do trabalho intelectual face ao trabalho manual.  Esta autonomia se converte em autonomia dos intelectuais pensadores.  As ideias, autonomizadas, produzidas desta separação parecem surtir efeitos, não somente sobre a classe dominada, mas sobre todos os homens.  
A leitura desta obra é de grande importância uma vez que possibilita um olhar mais crítico, além das aparências e, com isso, a percepção de que a pensamento ideológico encontra-se impregnado nos mais diversos campos de nossas vidas nos tornando “alienados” e massa da história, quando somos ou deveríamos ser sujeitos da história.




segunda-feira, 5 de março de 2012

Exercícios fusos horários - questões ENEM e vestibulares 1º e 3º, 2012


1º - Um avião faz uma viagem em duas etapas: 1º ETAPA – sai de Santiago (75ºLO), no Chile, às 07 horas do dia dois e faz escala em São Paulo (45º LO), após quatro horas de viagem; 2º ETAPA – depois de quatro horas, levanta vôo novamente com destino a Roma (15º LL).
Responda;
A)      A que horas o avião chega à São Paulo? 13 HORAS 
B)      A que Horas o Avião Chega a Roma, sabendo-se que a viagem de São Paulo a Roma dura dez Horas? 07 HORAS, DIA 03
C)      Qual A diferença de horas entre Santiago e Roma? 06 HORAS 
2º-. (UFAC-2001) Um avião voando a 250 km/h sai de um ponto a 60° W e dirige-se para um ponto a 30° E. Quantos quilômetros e quantos graus percorreriam o avião, se as localidades estivessem nas imediações do equador?
a) 6.660 km e 70°                              b) 7.577 km e 75º
c) 8.880 km e 75º                              d) 8.325 km e 75º             e)9.990 km e 90º

3º- (UFAC-2007) Localizadas a Oeste de Greenwich, duas cidades, "A" e "B", encontram-se, respectivamente, a 90° e 45°. Numa quarta-feira, um avião saiu de "A" às 14h30min e chegou a "B" depois de 5 horas de viagem. O horário de chegada em "B" foi:
(A) 18h30min da quarta-feira.
(B) 19h30min da quarta-feira.
(C) 22h30min da quarta-feira.
(D) 00h30min da quinta-feira.
(E) 02h30min da quinta-feira.
04 (PUC - Rio Grande do Sul 2007) Três jovens amigos estão localizados em pontos diferentes da Terra: Paulo está a 165° Leste de Greenwich; Pedro permanece a 45° a Oeste de Paulo, e Clara está a 2° Oeste de Greenwich. Sabendo que no Meridiano Inicial são 18 horas do dia 5 de janeiro, a hora legal e o dia em que Paulo, Pedro e Clara estão são, respectivamente,

PauloPedroClara
A4 h – dia 62h - dia 616h – dia 5
B5h - dia 63h – dia 65h – dia 5
C17 h - dia 515h – dia 518h – dia 5
D7h – dia 69h – dia 518h – dia 6
E5h – dia 62h – dia 618h – dia 5

05)  (Enem  2008) O sistema de fusos horários foi proposto na Conferência Internacional do Meridiano, realizada em Washington, em 1884. Cada fuso corresponde a uma faixa de 15º entre dois meridianos. O meridiano de Greenwich foi escolhido para ser a linha mediana do fuso zero. Passando-se um meridiano pela linha mediana de cada fuso, enumeram-se 12 fusos para leste e 12 fusos para oeste do fuso zero, obtendo-se, assim, os 24 fusos e o sistema de zonas de horas. Para cada fuso a leste do fuso zero, soma-se 1 hora, e, para cada fuso a oeste do fuso zero, subtrai-se 1 hora. A partir da Lei n.° 11.662/2008, o Brasil, que fica a oeste de Greenwich e tinha quatro fusos, passa a ter somente 3 fusos horários.

Em relação ao fuso zero, o Brasil abrange os fusos 2, 3 e 4. Por exemplo, Fernando de Noronha está no
fuso 2, o estado do Amapá está no fuso 3 e o Acre, no fuso 4.
A cidade de Pequim, que sediou os XXIX Jogos Olímpicos de Verão, fica a leste de Greenwich, no fuso 8. Considerando-se que a cerimônia de abertura dos jogos tenha ocorrido às 20 h 8 min, no horário de Pequim, do dia 8 de agosto de 2008, a que horas os brasileiros que moram no estado do Amapá devem ter ligado seus televisores para assistir ao início da cerimônia de abertura?
 A ) 9 h 8 min, do dia 8 de agosto.
 B) 12 h 8 min, do dia 8 de agosto.
 C) 15 h 8 min, do dia 8 de agosto.
 D) 1 h 8 min, do dia 9 de agosto.
 E) 4 h 8 min, do dia 9 de agosto.

06- (Unifesp) Um congresso internacional, com sede em Roma, promoverá uma videoconferência no dia 20 de abril, às 14h00 do horário local, da qual participarão pesquisadores que estarão nessa cidade, em São Paulo, em Tóquio e em Mumbai. Observe o mapa e assinale a alternativa que indica o horário em que cada pesquisador deverá estar com seu computador "plugado" no evento. 
 Resposta: B
  07 ( Enem 2002) O mercado financeiro mundial funciona 24 horas por dia. As bolsas de valores estão articuladas, mesmo abrindo e fechando em diferentes horários, como ocorre com as bolsas de Nova Iorque, Londres, Pequim e São Paulo. Todas as pessoas que, por exemplo, estão envolvidas com exportações e importações de mercadorias precisam conhecer os fusos horários para fazer o melhor uso dessas informações.


 

Considerando que as bolsas de valores começam a funcionar às 09:00 horas da manhã e que um investidor mora em Porto Alegre, pode-se afirmar que os horários em que ele deve consultar as bolsas e a seqüência em que as informações são obtidas estão corretos na alternativa:
(A) Pequim (20:00 horas), Nova Iorque (07:00 horas) e Londres (12:00 horas).

(B) Nova Iorque (07:00 horas), Londres (12:00 horas) e Pequim (20:00 horas).

(C) Pequim (20:00 horas), Londres (12:00 horas) e Nova Iorque (07:00 horas).

(D) Nova Iorque (07:00 horas), Londres (12:00 horas), Pequim (20:00 horas).

E) Nova Iorque (07:00 horas), Pequim (20:00 horas ), Londres (12:00 horas).




 

 

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

caracterização do território brasileiro - exercícios

Caracterização do território Brasileiro
Com base nos questionamentos abaixo, elabore um texto dissertativo com introdução, desenvolvimento e conclusão
 1) O Brasil é o quinto país mais extenso no mundo com 8, 514 milhões de Km². Indique vantagens e desvantagens (sociais, políticas, econômicas, etc) para o país relativo à sua grande extensão territorial.

2) Indique vantagens e desvantagens (idem acima) para o país relativas ao seu extenso litoral de 7.408 km.

3) Conceitue Amazônia Azul e explique a importância econômica das 200 milhas marítimas.

4) O Brasil encontra-se no centro do território sul-americano (com cerca de 47 % do total) e faz fronteira com quase todos países da América do Sul, perfazendo um total de 15 719 km de fronteiras com países vizinhos. Aponte vantagens e desvantagens desta situação.

5º) Aponte vantagens e desvantagens naturais e econômicas relacionadas a distribuição do território brasileiro no sentido Norte-sul.

Esquema do texto
1º parágrafo (introdução)
O notório crescimento econômico e social apresentado pelo Brasil nos últimos anos pode ser associado às características geográficas de seu território. Dentre estas características destacamos: o extenso litoral e fronteira terrestre, dimensões continentais, distribuição territorial no sentido Norte – sul. Porém, é salutar lembrar que, para o aproveitamento do potencial positivo destas características, se faz necessário identificar e mitigar os aspectos negativos relacionados às características acima citados.
2º parágrafo
 Com relação ao extenso litoral (...)
3º parágrafo
No que se refere à extensa fronteira terrestre e limites com quase todos os países da América do Sul (...)
4º parágrafo
A nossa grande dimensão territorial e sua distribuição no sentido norte-Sul (...)
5º Parágrafo
Conclusão: No geral o que deve ser feito para minimizar os efeitos negativos e maximizar as potencialidades de nosso território com vista ao desenvolvimento econômico e social.


sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas


 

Mais da metade das universidades estaduais e 42% das federais adotam algum tipo de ação
afirmativa no Brasil.

Um levantamento feito pelo Laboratório de Políticas Públicas da Uerj (Universidade do
Estado do Rio de Janeiro) mostra que 51 instituições públicas oferecem, por meio de cotas ou
de bonificação no vestibular, vantagens a alunos negros, pobres, de escola pública, deficientes ou indígenas.

Das 51 instituições, 18 são universidades estaduais. Elas representam 51% do total de 35 mantidas por Estados no Brasil. Das 53 universidades federais, 22 têm ações afirmativas.

Além de universidades (instituições com mais autonomia e exigência de investimento em pesquisa), há também na lista faculdades, centros universitários e Cefets.

O Mapa das Ações Afirmativas mostra ainda que as cotas --onde determinado percentual de vagas é reservado a um grupo-- são a ação mais comum. Só sete instituições públicas adotam a bonificação-- em que um candidato recebe pontos adicionais em relação aos demais, sem percentual de vagas preestabelecidas.

No caso dos negros (somatório dos autodeclarados pretos e pardos), 33 instituições têm
políticas voltadas para eles; 18, não. O critério mais utilizado é o da autodeclaração, ou seja, a cor da pele ou etnia é definida pelo próprio estudante.

Para o autor do levantamento, Renato Ferreira, é preocupante o fato de muitas instituições não adotarem o critério racial. Militante do movimento negro, ele diz que apenas o critério social --beneficiando só alunos carentes ou de escolas públicas sem fazer distinção de raça ou cor-- pode não ser suficiente para os negros.

"O sistema de cotas no Brasil foi criado principalmente para a inclusão do negro nas universidades e acabou beneficiando também outras minorias. O número de instituições que não utilizam corte racial, no entanto, cresceu. É um retrocesso. Estão flexibilizando o sistema e excluindo os negros."

A antropóloga da UFRJ Yvonne Maggie, contrária a políticas como as de cotas, discorda. "Para tornar o sistema mais justo, é imprescindível que se melhore a educação oferecida
aos mais pobres, sendo eles negros, brancos, indígenas ou orientais. O sistema de cotas é
só um atalho que não nos levará a romper com nossa estrutura altamente iníqua."

Para ela, não é correto falar em grupos excluídos das universidades. "É uma falsa questão. O Brasil é um país injusto para todos os pobres e não construiu políticas voltadas para excluir grupos específicos. Os orientais, por exemplo, têm melhor desempenho e não podemos dizer que haja aí discriminação contra brancos."

Em 2006, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, 30,4% dos estudantes do ensino superior se declararam pretos ou pardos. É um percentual menor do que os 49,5% no total da população, mas que vem crescendo ininterruptamente desde 1998, quando representavam somente 17,6% dos alunos no ensino superior.

GOIS, Antônio. 51% das universidades estaduais adotam ações afirmativas.
Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u361070.shtml